sábado, 4 de outubro de 2014

10 Temas Essenciais de Português



  • Semântica : o significado das palavras em contexto
"É um assunto que cai bastante, porque ajuda o aluno a compreender o texto", diz Liliane Negrão, professora de português da Oficina do Estudante. 
É possível cair perguntas específicas sobre o significado de determinadas palavras, segundo Vivian D'Angelo Carrera, do cursinho do XI. Ela afirma que o vestibular da Fuvest costuma realizar essa prática e alerta que "pegadinhas" de semântica também são corriqueiras. 
"Pronomes e conjunções são aqueles elementos que fazem a construção de um texto", diz Carrera. "O que cai todos os anos nos vestibulares é pronome relativo ".

Para Negrão, esse tema também está bem associado à redação, porque ajuda a tornar mais clara a produção textual. 

Segundo Negrão, da Oficina do Estudante, as figuras de linguagem podem ser utilizadas como ferramenta para compreender o texto. "A ironia, por exemplo, se o aluno perceber que ela está sendo usada, ele sabe que a mensagem é o oposto daquilo que está sendo expresso", diz.
A professora acrescenta que o recurso pode ser cobrado para analisar o estilo de uma determinada obra literária, escola ou época. "Por meio das figuras de linguagem, o aluno pode identificar o autor, o estilo, o momento histórico, político ou cultural", analisa.
Carrera, do XI, lembra que é possível que exames como o Enem  (Exame Nacional do Ensino Médio) perguntem o nome da figura de linguagem. Já vestibulares tradicionais geralmente pedem qual é o efeito de tais recursos expressivos. 
"É comum que eles coloquem uma poesia, notícia, por exemplo. O aluno tem que saber o gênero textual. A poesia tem uma proposta, a charge outra [quebra a expectativa]", diz Carrera. "É necessário, dessa forma, conhecimento prévio". 
Ter esse domínio pode ajudar na hora da leitura da coletânea de textos que geralmente aparece nas provas de redação. "Sempre tem um trecho com uma imagem, algum gráfico e texto padrão", diz Negrão. "Isso é para avaliar se o estudante compreende diversos tipos de texto, do verbal ao não-verbal [charge, fotografia, escultura, pintura]". 
Negrão acredita que o tema é associado à elaboração da redação. "O aluno tem que ter domínio sobre tudo dentro da linguagem padrão e compreender quais são os sentidos que estão por trás de determinado tempo verbal", diz.
Para a Fuvest, a professora Vivian Carreira, do XI, aconselha o aluno a estudar o pretérito mais-que-perfeito e o imperativo , que segundo ela cai todos os anos.
  • Paráfrase ou tradução de sentido
É essencial para a interpretação de um texto, principalmente na hora de analisar as alternativas de determinada pergunta. "Nada mais é do que a reescrita. Nas questões vão ter palavras diferentes, mas que traduzem a mesma ideia", diz Carrera.
Contudo, a professora Liliane Negrão afirma que a paráfrase "pobre" em uma redação, por exemplo, da coletânea de textos é mal vista, por ser uma mera mudança por sinônimos.
Os estudantes devem conhecer bem os aspectos estruturais que norteiam as dez classes gramaticais e ter noção de que seis dessas são flexionadas em número, gênero, grau, pessoa, tempo, voz, modo e/ou aspecto.
Na construção do texto, a professora do cursinho do XI lembra que os vestibulares costumam tratar bastante de paralelismo .

Literatura

Para Augusta Aparecida Barbosa, professora de literatura do cursinho do XI, além de ler os livros pedidos pelos vestibulares, pode ser interessante que o aluno conheça outras obras dos autores solicitados.
"A Fuvest e a Unicamp não vão fazer perguntas fora dos livros, mas é bom que ele tenha lido outras obras do autor como referência", diz. "Do José de Alencar, por exemplo, é pedido Til, mas o aluno pode conhecer Senhora, Iracema". 
Os romances desse período tentavam atender aos anseios da burguesia de aparecer nos romances. "A burguesia quer estar nos romances e para isso tenta resgatar os heróis medievais e a religiosidade. Há muito sentimentalismo e nacionalismo também", comenta Augusta.
Período associado ao cientificismo do final do século 19. "Essa é a época que a ciência ganha certo peso, e os artistas vão querer se posicionar diante da sociedade como se fossem cientistas, observando, apontando defeitos e propondo soluções", diz a professora do XI. 


O aluno deve entender que o modernismo surge em um momento de entreguerras. "Os artistas vão mostrar esse mundo que está se rompendo, se esfacelando. Propõem, então, uma estrutura estética diferente. O poema em verso agora em versos livres, formato de triângulo, de espiral", conta Augusta. "O modernista tem tanta liberdade que pode até retomar os versos em redondilha". 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

VESTIBULAR DE VERÃO 2015 UNICENTRO

Inscrições para o Vestibular de Verão 2015 da UNICENTRO seguem abertas até o dia 20 de Outubro. Não percam as datas. INSCRIÇÕES


Professores animados com a 9ª Edição do Cursinho



A 9ª Edição do Curso Pré- Vestibular UNICENTRO iniciou no dia 30 de Setembro com a aula inaugural e, irá até dia 28 de Novembro. Lembrando que nos dias 30 de Novembro e 01 de Dezembro ocorrerá o 2º Vestibular da Universidade Estadual do Centro- Oeste UNICENTRO.

Aprenda a fazer uma boa redação para Vestibulares e ENEM

Antes da prova

Confira as dicas dadas pela professora Cida Custódio, do Colégio e Curso Objetivo, para a preparação antes do dia da prova de redação:
  • Mantenha-se informado 
"Os temas propostos pelo Enem são sempre relacionados a questões atuais, que de alguma forma estão mobilizando a opinião pública do país.  Editoriais de jornais, por serem dissertativos, são os textos mais recomendáveis para despertar o senso crítico do estudante".
  • Faça cópias de textos dissertativos
"É bom para assimilar, ao mesmo tempo, estrutura, linguagem, ortografia e pontuação. Nesse caso, caberá antes uma leitura atenta do texto escolhido, que permita ao estudante fazer uma cópia consciente, e não automática", diz Cida.
"Concluída a cópia, será necessário conferir se foi feita de modo fiel ou displicente. Esse exercício é excelente também para melhorar a capacidade de concentração".
  • Escreva duas redações por semana
"Treinar é essencial para garantir um bom desempenho na prova. É importante ainda submeter tais redações à apreciação de um professor, que, com base nas competências levadas em conta pelo Enem na correção das redações, fará uma avaliação criteriosa e personalizada".
UOL tem um banco de redações , em que são sugeridos temas atuais a cada mês. Os estudantes podem mandar suas produções, que serão avaliadas por uma equipe especializada em correção de prova de vestibular e Enem.
  • Conheça os temas anteriores do Enem
"É bastante produtivo fazer ainda algumas redações de temas previamente selecionados, preferencialmente aqueles considerados mais desafiadores". 

No dia da prova

Veja ainda estratégias dadas por Arlete Salvador que devem ser feitas durante a prova de redação:
  • Encontre o tema
Leia o enunciado e os textos de apoio com atenção. Na folha de rascunho, faça uma lista das ideias principais do assunto geral e dos textos complementares (use uma ou duas palavras para sintetizar essas ideias). Se houver imagens, transforme o conceito central em palavras.
Para a professora Cida, do Objetivo, é fundamental atentar ao encaminhamento sugerido pelos textos motivadores oferecidos pelo Enem. "O candidato independente corre o risco de desconsiderar a coletânea e fugir parcialmente ao tema. Para evitar isso, caberá selecionar duas ou três informações dos textos de apoio e integrá-los ao próprio repertório [cultural e linguístico]", diz.
Ela enfatiza que aproveitar um ou outro dado da coletânea não significa copiar trechos ou fragmentos, o que é absolutamente impróprio. 
  • Organize as ideias e planeje o texto
Após encontrado o tema, pense sobre o que tem a dizer para aquela discussão. Escolha os argumentos que serão utilizados, duas propostas de intervenção social e qual será a conclusão. 
Pense como será a ideia central da introdução e anote na folha de rascunho. O que você pretende defender? Escolha três argumentos que melhor sustentem sua ideia. 
  • Escreva na folha de rascunho
Não se afaste do modelo introdução, desenvolvimento e conclusão. Na hora de elaborar o texto, dê preferência para a terceira pessoa do singular ou do plural, nunca use gírias e utilize expressões de ligação entre parágrafos e ideias. 
Se estiver em dúvida sobre uma data, corte-a. Se a indefinição for na grafia de uma palavra, troque-a por um sinônimo.
Para a conclusão, a professora do Objetivo diz que sugestões de intervenção passíveis de serem colocadas em prática serão pertinentes. "Atribuir a responsabilidade pela solução de determinado problema a mais de um setor da sociedade também é importante", diz.
  • Invista na linguagem
A professora Cida, do Objetivo, acrescenta que uma linguagem diversificada contribui para o conteúdo do texto. "Contudo, deve-se evitar o vocabulário rebuscado, usado apenas para impressionar a banca. O estudante deve demonstrar repertório linguístico típico de um bom leitor, recém-saído do ensino médio". 
  • Releia o texto e verifique coerência e coesão
Substitua palavras repetidas por sinônimos e preste atenção se não cometeu deslizes na pontuação --separar sujeito de verbo com vírgula é erro grave, e na acentuação. 
Vale a pena analisar se a introdução apresenta o tema pedido na prova, se os argumentos sustentam a tese escolhida, se as propostas de intervenção social são convincentes e se a conclusão tem conexão com o começo do texto.
  • Transcreva o texto para a folha oficial
Copie exatamente o que foi produzido na folha de rascunho. Tente fazer uma letra legível e não rabiscar. É importante respeitar os parágrafos, deixando uma pequena margem no início. Logo em seguida, corrija eventuais erros e dê a redação por encerrada.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

QUESTÕES DO ENEM COMENTADAS

Quem está ansioso para sanar as dúvidas sobre as questões do ENEM 2013, aí está uma grande oportunidade: http://www.fariasbrito.com.br/sistemas/enem/enem2013/?prova=rosa

Esse site permite escolher a cor da prova e clicar na questão desejada para saber o porquê da alternativa correta.
Bom estudo pessoal!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Plantas carnívoras realizam fotossíntese?


Quando pensamos em plantas, só vem à nossa cabeça a possibilidade delas conseguirem seus nutrientes pelas raízes (água e minerais) e também da fotossíntese (glicose). Isso confunde, quando por exemplo vemos uma planta que se alimenta de outros animais. As chamadas plantas carnívoras ou, na sua maioria as plantas insetívoras.
Existe uma grande diversidade de plantas que acabam consumindo nutrientes de forma diferente que esperamos quando falamos sobre o reino vegetal. Estas plantas diferentes podem consumir desde pequenos insetos como animais maiores: pequenos anfíbios, répteis, aves e até mamíferos.
E então você se pergunta: Elas se alimentam de insetos e outros animais para conseguir esta energia? Não mesmo, jovem "padawan". Tais plantas capturam estes animais pois vivem em solos pobres em nitrogênio e a proteína da presa é essencial para produzir compostos essenciais que participam de diversas reações que mantém a planta viva, sendo um destes processos a fotossíntese.
Portanto, estas plantas realizam fotossíntese como tantas outras plantas. A captura é feita por folhas modificadas, mas ela ainda mantém células epidérmicas com cloroplastos. As únicas plantas que não fazem fotossíntese não tem a cor verde característica da clorofila e vivem parasitando outras plantas para sobreviver (Monotropa uniflora e cipó-chumbo).
E como funciona o mecanismo de captura?
Como existem diferentes famílias (NepenthaceaeSarraceniaceaeDroseraceae e Lentibulariaceaeque são as principais e outras com algumas espécies que têm este hábito), também existem diferentes mecanismos de captura. Estas folhas modificadas produzem químicos que atraem as presas e também apresentam estruturas pegajosas que capturam elas.
Algumas formam estruturas foliares em forma de poço onde o inseto ou outro animal não consegue sair ou como em algumas espécies que têm um mecanismo sensível ao toque que, através da perda de água, faz com que a folha se feche e zás, adeus para o bichinho... Ele será digerido por enzimas que vão dissolver todo o material orgânico, disponibilizando as moléculas necessárias para a sobrevivência da planta.
O interessante é ver que vários tipos diferentes de plantas que não têm nenhuma relação de parentesco evolutivo apresentam tal hábito. Isto quer dizer que plantas insetívoras e/ou carnívoras apresentam uma evolução paralela, em que esta adaptação apareceu diversas vezes durante a história evolutiva. A isto chamamos convergência evolutiva.